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O que é Imagem Corporal?

 

O reconhecimento da influência de aspectos fisiológicos, psicológicos e sociais na construção da imagem corporal deu-se no início do século passado, com a abordagem sistêmica do tema por Paul Schilder. Observamos, no entanto, no século XX uma tendência dos pesquisadores em focalizar cada um destes aspectos de forma isolada.

 

Inicialmente a ênfase foi dada aos aspectos neurológicos, posteriormente, as questões emocionais ou culturais passaram a ser o foco da questão. Estas tendências refletem uma visão fragmentada do ser humano.

 

Na busca por uma visão mais completa do tema, frequentemente a imagem corporal tem sido considerada como resultado destes três aspectos. A necessidade de sistematização de pesquisas tem reforçado este caminho, o que gera interpretações inadequadas dos resultados de várias investigações. Por que imagem corporal não é uma simples resultante destes três aspectos?

Atualmente, o estudo da Imagem Corporal tem buscado balizar as questões conceituais, referentes a uma perspectiva do corpo existencial em sua singularidade com o rigor da pesquisa cientifica. Assim, aspectos como a aparência ou desempenho funcional, têm sido considerados no contexto da complexidade e subjetividade próprios da experiência existencial do “ser corpo”. Ao mesmo tempo, as pesquisas têm buscado abordar diversas dimensões (cognitivo, comportamental, sensorial, perceptivo, entre outros), contextualizando os resultados em uma visão abrangente da construção da imagem mental do próprio corpo, fenômeno que reflete a identidade do indivíduo.

 

Assim, ultrapassar a Análise e chegar à transformação acontece ao estar presente em si mesmo, ampliando o campo vital pela consciência de si mesmo, do outro e do mundo que é dinâmica da Imagem do Corpo.

 

O indivíduo se torna mais sensível as manifestações sobre ele próprio, sobre o outro, e sobre o mundo, permitindo verbalizar de forma mais espontânea e inicia o processo de envolvimento de “Pessoa Real”, pois está vivo, isto é, em contínua mutação. A criatividade e fator preponderante todo o tempo ocasionando intimidade consigo mesmo, com o outro e com o universo nos levando a viver a teia da vida, onde existem conexões em todos os níveis, motoras, sensoriais, cognitivas, comportamentais, afetivas e com equilíbrio de todas as partes, refletindo o fluxo entre estes elementos, ora frouxo, ora mais ajustado, ou mais amplo etc. Há poesia e ritmo, pois quando uma pessoa relata alguma experiência está de fato falando como uma “pessoa” para outra “pessoa” que está no universo.